Terça-feira, Novembro 17, 2009


Faraway so close
Originally uploaded by carol linden

Postado por Carol - 12:43 PM

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Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Mala (praticamente) pronta - amanhã coloco a necessaire e decido se levo a bolsa da kipling ou não.
Todos os carregadores separados.
Cartões de memória zerados - é bom dar uma limpada na lente da câmera.
Pilhas carregadas - celulares idem.
Notebook pronto - falta amanhã carregar os arquivos na pendrive, encaminhar meu email do trabalho pro gmail e pegar meu caderno.
Ufa.
Acho que é só.
Ir pro Rio e pra SP me dá um stress diferente do que me dá ir pra outros lugares. Pros outros lugares eu fico sempre tentando pensar em levar tudo, porque vai que eu preciso... Rio e Sampa não, porque saber que tenho como comprar qualquer coisa que eu precise me acalma, mas, por outro lado, fico pensando em tudo o que quero fazer lá - e em tudo o que deixarei de fazer por falta de tempo, de carro...

Este findi tem festinha no quiosque, Skank, Lapa... preciso pensar em algo pro domingo à noite, dúvida entre o tailandês e o manekineko diferente. Ambos na Dias Ferreira. Queria ainda ir no Cervantes, na Guanabara, na Cobal... E ir na praia, e ir no CCBB. Ver a Clau; o Marcos, a Thania, os meninos e os gatos; a Deds; os publicitários todos; os amigos queridos, os novos, os próximos e os distantes. Ah, sim, claro, e trabalhar, que é a razão da viagem.

Mais alguém se lembrou do gato da Alice nesse momento?

Postado por Carol - 1:16 AM

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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Desde ontem estou com desejo musical de ouvir Fera Ferida, que é uma das músicas que me fazem chorar instantaneamente. Várias coisas poderiam me fazer querer ouvir isso agora, mas o maior motivo é o mais sem graça: "Eu sei, as cicatrizes falam, mas as palavras calam o que eu não me esqueci".

Claro que estar com um machucado chato no joelho tem a ver com isso. Desde que precisei parar de usar o curativo, porque a cola estava machucando mais que o machucado (e isso não é exagero, juro), que eu fico toda hora olhando e pensando "cacete, isso vai ficar uma cicatriz horrorosa". Claro que contribui pra neurose os comentários pouco simpáticos da chefa, que diz coisas tipo "você faz uma cagada dessas e quer que fique o quê? bonito?" e os comentários sem-noção da minha mãe, do tipo "mas será que não seria mesmo o caso de você ver um cirurgião plástico, pra ver se tem como melhorar um pouquinho essa desgraça?".

Vou repetir a frase que eu disse quando surgiu a hipótese de me colocarem numa ambulância do SAMU, abrindo caminho no meio da multidão que estava em Ouro Preto pra ver o Lula: não é pra tanto. O corte foi fundo, foi comprido, no final de um corte largo vira dois fininhos (das duas arestas do vidro) e só não melhorou antes porque tive alguma espécie de reação alérgica louca a um dos remédios, que estava inflamando mais ainda, em vez de cicatrizar. Einstein que me perdoe, mas não é Deus quem joga dados, são os médicos e a indústria farmacêutica.

Mas minha neurose amenizou com um comentário simpático que ouvi recentemente a respeito de cicatrizes e de como elas nos fazem ter lembranças de bons momentos.

Tenho cicatrizes pequenas e fininhas no braço direito, causadas por arranhões da Duquesa, a primeira gata lá de casa, coisa de quando eu tinha sei lá, uns 8 ou 10 anos. Duquesa não está mais aqui com a gente, mas as boas lembranças de ter passado minha infância com uma gata siamesa louca permanecem. Um arranhão feio que Stitch me deu certa vez virou uma marquinha no meu pé esquerdo, enquanto que um corte idiota feito com gilete vai sempre me lembrar da primeira vez que viajei com um namorado, que carinhosamente cuidou do meu machucado a viagem inteira e não me deixou ficar chateada por ter me cortado feio na véspera do feriado. E agora terei uma cicatriz no joelho esquerdo, que vai sempre me lembrar dos longos e atarefados dias de trabalho pra Presidência da República e das curtas e divertidas noites que vinham depois.

Pra essas cicatrizes não preciso de plástica. Não quero tirar, esconder. A plástica é necessária apenas pras outras cicatrizes, aquelas invisíveis, que ficam no coração.


Fera Ferida - Roberto Carlos e Erasmos Carlos (mas a gravação de que mais gosto é a da Betânia)

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar e até me levar por você
Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
O que eu não me esqueci

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solta em meus passos
Bicho livre sem rumo sem laços

Me senti sozinha
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda um lugar um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus passos desfiz
Tentativa infeliz de esquecer.

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo na alma e no coração

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Postado por Carol - 11:05 AM

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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Na hora de voltar de um feriado mais que perfeito em Sampa, qual a forma cruel que o DJ escolhe pra me sacanear? Tocando Nando Reis.

Relicário - Nando Reis

É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?

Postado por Carol - 10:23 PM

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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Cheguei em Ouro Preto já com o dedo quebrado. Achei que isso ia complicar mais a viagem do que de fato complicou - graças a ajuda de pessoas já conhecidas e outras recém conhecidas.

Tive um pequeno acidente na viagem. É, outro. Enfiei o joelho numa mesa de vidro e me machuquei meio feio. As pessoas que estavam lá no evento trabalhando rapidamente vieram me ajudar, trouxeram uma médica e em poucos minutos a hemorragia estava estancada e o curativo estava pronto.

Este tipo de ajuda raramente eu vejo em Brasília. Ao contrário, vou pra cima e pra baixo e as pessoas são simplesmente incapazes de saírem de suas vidinhas para ajudar o outro.

E você? Quando foi a última vez em que você desinteressadamente ajudou alguém que precisava, amigo ou desconhecido? Que tal fazermos disso um hábito?

Postado por Carol - 9:00 PM

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Sábado, Outubro 17, 2009

Clau,

Estou meio triste hoje, porque vou pra Ouro Preto em vez de ir pro Rio te ver de novo, mesmo com toda a correria de trabalho de sempre. Aí resolvi te escrever.

Há duas semanas estávamos juntas no Rio. Era como se o tempo não tivesse passado - exceto pelo fato de você estar casada, claro. Andamos em Ipanema, fizemos compras, fomos ao shopping, à Cobal... coisas que não tenho aqui na roça. Porque não tem os lugares e, obviamente, porque você não está junto.

Você faz muita falta, amiga, eu queria que você soubesse.

Enquanto eu estava na Ploc, no Circo Voador, no sábado passado, tocou uma música e eu lembrei de você. Lembrei porque ouvimos juntas um caralhão de vezes, na balada, no meu carro, sei lá mais onde. E lembrei porque sempre achei a letra foda e quando ouvi a primeira estrofe pensei "cacete, isso resume minha vida com a Clau, não posso deixar de dizer isso a ela". Te amo, amiga. Ainda vou voltar, você vai ver. I promise you, I promise you, I will...

The Promise - When in Rome

If you need a friend,
don't look to a stranger,
You know in the end,
I'll always be there.

And when you're in doubt,
and when you're in danger,
Take a look all around,
and I'll be there.

I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
But if you'll wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise, I promise you I will.

When your day is through,
and so is your temper,
You know what to do,
I'm gonna always be there.

Sometimes if I shout,
it's not what's intended.
These words just come out,
with no gripe to bear.

I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
But if you'll wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise, I promise you...

I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
And if I had to walk the world, I'd make you fall for me,
I promise, I promise you I will.

I gotta tell ya, I need to tell ya, I gotta tell ya, I gotta tell yaaaa ...

I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
But if you'll wait around a while, I'll make you fall for me,
I promise, I promise you...

I'm sorry, but I'm just thinking of the right words to say. (I promise)
I know they don't sound the way I planned them to be. (I promise)
And if I had to walk the world, I'd make you fall for me,
I promise, I promise you I will ...
I will...
I will...
I will

Postado por Carol - 5:05 PM

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Domingo, Setembro 27, 2009

Vinte dias pra voltar, isso tendo assunto... é, eu já fui melhor nisso, como diria um certo amigo meu (que pelo visto também entrou para a categoria dos blogueiros sumidos).

Tenho tido dias pesados no trabalho e chego em casa tããããããããããão sem paciência pra ligar computador e escrever... mas o que faz os dias estarem pesados tem muito a ver com o assunto ainda não escrito que eu tive que finalmente escrever.

Gente.

Assino uma lista de gatos, por influência da Lu Monte (minha cumadi Thania, mulher do meu brou Marcos, também está lá). Entre emails com fotos fofas de gatos, sempre aparece uma ou outra notícia bárbara, como a da gata que foi encontrada coberta por silver tape. Sempre ficamos muito impressionado com crueldades como essas e sempre rola diferentes versões da mesma fase: "animais são melhores do que pessoas".

O que tem andado pesado no trabalho não é o trabalho em si e sim as pessoas. As fofocas, as confusões, os disse-me-disse (ainda tem hífen em disse-me-disse né?). Isso me cansa muito mais do que passar um dia correndo para cima e para baixo no interior da Bahia debaixo de chuva, após comer um pratão de maniçoba às quase 4 da tarde.

Sinto falta de algumas pessoas... dos meus amigos que ficaram no Rio, dos meus "amigos virtuais"... gente. Brasília é uma terra árida, não apenas por conta da baixa umidade do ar. Estive recentemente no Rio, andei pelo Leblon, andei na Avenida Rio Branco debaixo de chuva, fui na festa de lançamento da candidatura da Patricia Amorim à presidência do Flamengo... sempre rodeada de muitas pessoas. Pessoas do trabalho e completos desconhecidos. Foi quando percebi que fico mais à vontade entre os desconhecidos no Rio do que entre alguns conhecidos aqui.

(to be continued...)

Postado por Carol - 12:19 PM

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Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Demorei pra achar o assunto, não foi?
Mas achei.

E achei também um "culpado" pela minha ausência, mesmo já sabendo sobre o que escrever. É, eu vou culpar o Twitter. Não, eu não acho que o Twiter vai matar os blogs. Acho que ele vai é matar a nossa capacidade de escrever em mais de 140 caracteres.

Caramba, convenhamos, escrever uma coisinha curta e rápida sobre qualquer coisa é uma dificuldade no começo. "Eu tenho tanto a dizer, como resumir tanto?" Mas a gente se esforça, começa a cortar daqui e dali e aprende a ser sintético. E depois que eu aprendi, o que era dificuldade virou vício e eu, que sempre fui tão verborrágica na escrita, passei a viver em 140 caracteres. Mesmo escrever um email mais longo virou um sacrifício.

E tudo virou desculpa para não escrever aqui: falta de tempo, excesso de trabalho... mas a verdade era uma só: pre-gui-ça.

Como o Destino opera por meios curiosos, ao mesmo tempo em que eu deixei de escrever por aqui, passei a escrever mais no trabalho. E foi lá que readquiri o hábito de escrever, o gosto pelo barulho dos dedos nas teclas do computador. E foi escrevendo lá que eu percebi como sentia falta de escrever aqui. E foi por isso que eu voltei.

Não, o assunto que eu ia escrever, que me inspirou a voltar não era esse.
O assunto que me inspirou a escrever fica pro próximo post. Que será em breve, prometo. :-)

Postado por Carol - 8:52 PM

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Quinta-feira, Julho 16, 2009

Vontade de reativar o blog... mas e o assunto?

Acho que de fato o twitter nos deixa mal acostumados. Parece que o mundo se resume a 140 caracteres. Dá preguiça mesmo de escrever. Fora a facilidade da mobilidade, de postar pelo celular da rua, no momento da ideia.

(Um saco isso de escrever ideia e não idéia.)

Como voltar a escrever? Como conseguir assunto, tempo, paciência...?

Postado por Carol - 9:59 PM

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Terça-feira, Julho 07, 2009

É, eu sei, preciso levar umas broncas, tenho andado sumida e tal.
Foi mal.

Tenho andado correndo, sabe? Depois de tempos tão pacatos no meu falecido emprego, agora eu tenho até trabalhado, vejam só.

Será que é verdade que o twitter vai acabar com os blogs, começando pelo meu? Não sei. Mas agora o tempo tá curto pra blog, twitter, foto, trabalho, uma hora de engarrafamento de manhã e outra à noite, terapia, rpg, pilates, viagens insanas... esse clima dessa época do ano também não me ajuda, eu adoro o tempo seco, mas detesto essa amplitude térmica que me faz ligar o aquecedor à noite e o ar condicionado de dia. Para completar, um cansaço extremo e profundo com algumas pessoas e uma preocupação monumental com outras.

Eu na verdade tinha escrito um post mentalmente, falando sobre como isso de chorar as pitangas sobre a vida no blog era um formato totalmente obsoleto e que eu tinha que começar a fazer outra coisa, mas uma postagem do @Brogui sobre a necessidade/vontade dele de emagrecer acabou com meu post mental. Bom, tudo o que me restou fazer foi esquecer toda a bobajada que eu iria escrever e desejar sucesso ao Caio-Brogui nessa maratona.

Postado por Carol - 10:45 PM

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Quinta-feira, Junho 25, 2009

Eu sou apaixonada por internet desde que comecei a usar este troço em 1996, por influência de um certo jornalista-blogueiro. Na época eu me preparava para meu segundo vestibular de Medicina, enquanto aguardava ansiosamente ser chamada na "repescagem" da UFRJ, mas acabei me apaixonando por este novo meio de comunicação e desisti da ideia de ser médica para ser publicitária.

(ok, essa provavelmente não foi a ideia mais brilhante que eu tive naquele ano, mas deixa pra lá.)

Desde então que eu sou apaixonada por internet e por tudo o que veio em seguida: novas mídias, mídias sociais, redes de relacionamento... os troço tudo.

E juntando o cartão de crédito com a vontade de gastar, eu obviamente me interessei por comércio eletrônico (a ponto de fazer uma dissertação de mestrado a respeito). Compro pela internet desde que o mundo é mundo, inicialmente em moldes b2c (acessando sites, passando o número do cartão de crédito, essas coisas) em "lojas virtuais" como a Book Stacks, que não existe mais já deve fazer algum tempo (a Books.com "virou" a Barnes and Noble, conforme prova este link do Web Archive).

Recentemente eu "evoluí" nas minhas compras online. Eu deixei de comprar apenas em sites e portais e comecei a fazer transações p2p com pessoas que conheci em blogs e no flickr.

Bom, a estas alturas vocês devem estar pensando "ela já disse tudo isso antes, por que agora novamente?".

Falo tudo isso novamente porque adoro quando vejo alguém tendo uma sacada genial envolvendo internet.

Todo mundo que já leu qualquer coisa de Comportamento do Consumidor sabe da diferença entre a gente ver uma "propaganda" de um bem/serviço e ver uma recomendação de alguém gente como a gente sobre este mesmo bem/serviço. Agora: jogue isso para o "mundo virtual/digital" (para o caso do @inagaki ler isso não brigar comigo pelo uso errado da terminologia ;-) ). O que vale mais: um banner colorido tosco ou um post em um blog de um amigo-camarada-chapa-bróder? A segunda opção, claro.

E quem usou com GENIALIDADE e MAESTRIA esta ideia (cada vez que vou escrever ideia escrevo umas três vezes, porque sempre escrevo idéia antes e aí volto e corrijo para ideia, maldita reforma ortográfica do inferno) foi o Junior, com a promoção Todo post ganha prêmio, para ajudar a divulgar os produtos übber-fofos da Criadora de Presentes.

Eu poderia falar para vocês como os produtos da Criadora são lindinhos, mas as fotos deles e os relatos dos clientes satisfeitos falam muito melhor do que eu. Então, em vez de falar dos produtos, eu vou é falar do show de compreensão de internet que o Junior deu com esta promoção. Amigo, mais uma vez você deu um banho nessa gente que se acha muito cheia de si com esta sacada. Parabéns.

Postado por Carol - 9:41 AM

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Quarta-feira, Junho 24, 2009

Canon girl in another friday poser

No mesmo dia em que eu recebo de presente uma foto que o fotógrafo da Presidência da República tirou de mim em frente ao palanque do Lula em Laranjeiras (SE), eu sou informada de que as minhas fotos tiradas na viagem foram ilustrar a matéria sobre o evento que saiu no site do Ministério da Cultura.

Meu brou me lembrou de um fato curioso: certos fotógrafos que vieram me dizer como que "eu não sou fotógrafa". Pois é. Eu não sou fotógrafa, mas tiro fotos do Lula que vão parar no site de um Ministério. As fotos de vocês vão parar na... deixa pra lá.

Independente deste aspecto, o que pra mim ainda é mais irônico do destino é me colocar, ali, embaixo do hômi, pertinho dele (pertinho mesmo, em Laranjeiras tive direito a ganhar tapinha nos ombros - será que essa minha maré de azar vem daí? diz que ele é um pé frio danado), FOTOGRAFANDO ele... logo eu, que não sou mais Democratas porque não posso. Logo eu, que a vida toda reclamei do PT, pela segunda vez babei vendo o Lula falando para a população, vendo todo o carisma dele, vendo o povo gritando, se acabando, se amontoando em um dia quente só para estar ali, perto dele.

Não tão perto como eu, claro. ;-)

Postado por Carol - 6:17 PM

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Quinta-feira, Junho 18, 2009

Marcelo Déda & Lula
Marcelo Déda & Lula

Semana passada estive em mais uma das minhas andanças em função de trabalho. A parada da vez foi Laranjeiras, Sergipe, para o evento de inauguração do campus das artes da Universidade Federal de Sergipe. Chegando de volta em casa, fiz o que sempre faço: peguei uma foto e coloquei no flickr e em alguns grupos que participo.

Qual não foi minha surpresa ao perceber que fui BANIDA de um grupo. Simplesmente assim. Ninguém se deu ao trabalho de me escrever e de dizer "olha, é um grupo sobre Brasil, mas não queremos fotos do Presidente da República" (o que seria um direito do administrador / moderador) ou ainda "desculpa, mas eu sou PSDB / DEM e não quero fotos de políticos do PT aqui" ou ainda qualquer outra coisa. Podiam ter apenas dito "excluí sua foto pois ela não setá de acordo com o grupo" ou até "por favor tire esta foto do grupo ou você será banida", o que já seria borderline da grosseria.

Mas não. Em vez disso, o que o administrador / moderador optou por simplesmente me banir:

Hi -

You have been banned from the Brasil - O Outro Lado group. You will not be able to rejoin this group unless a group administrator removes the ban.

Note: This message has been sent to you by FlickHQ on behalf of Brasil - O Outro Lado. If you want further clarification about the reason behind you being banned, you'll need to follow up with someone from the group, because FlickrHQ has no say in an individual Group's administration.

Here's a link to Brasil - O Outro Lado.

E eu - obviamente - escrevi para o administrador / moderador:

Prezado Luiz,

Recebi a comunicação de banimento do grupo Brasil - o outro lado. Em momento nenhum recebi nenhum contato de vocês, nenhuma comunicação de que eu teria infringido as regras do grupo.

Sou usuária do Flickr há algum tempo, tenho uma conta pro, modero e administro algumas comunidades e acredito que o relacionamento em mídias sociais não precise ser feito desta forma.

Atenciosamente,
Carol Linden

Atualizado horas depois:

Cara Carol

Essas são as regras do grupo, se você acha que estava cumprindo as regras e deseja regressar ao grupo, por favor avalie o conteúdo de suas fotos e poste apenas fotos relacionadas ao tema.

Caso tenha interesse em regressar, teremos o maior prazer em reconsiderar.

O julgamento das fotos é feito pelos administradores e as percepções variam de individuo para individuo.

Obrigado

Luiz

(Como eu posso "reavaliar" ou "reconsiderar" se não entendo que feri as regras do grupo e não sei porque fui punida? Isso aqui agora é O Processo, do Kafka?)

E eu continuo, claro...

Prezado Luiz,

Não sou eu que tenho que "reavaliar" nada, visto que não recebi de ninguém do grupo nenhuma comunicação explicando as razões do meu banimento.

Honestamente, não vou "reconsiderar" nada, apenas entrei em contato contigo porque acho que foi um comportamento totalmente inadequado em uma mídia social como o Flickr. Em momento algum eu me recusei a conversar ou a retirar qualquer conteúdo do grupo caso eu recebesse a sinalização de que estava inadequado com os parâmetros preestabelecidos.

Atenciosamente.
Carol Linden

Postado por Carol - 9:38 AM

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Domingo, Maio 31, 2009

O crvx ave, spes vnica
O crvx ave, spes vnica

Ángel en el cementerio
Ángel en el cementerio

Sei que é uma coisa louca, mas sempre gostei de cemitérios. Desde criança. Passávamos de carro na frente do Cemitério São João Batista e aquele jardim de esculturas me fascinava. Havia algo que me atraía na tristeza das pessoas misturada com a beleza dos túmulos. Já adolescente, às vezes eu ia passear lá dentro, andava pelos corredores tentando imaginar o que tinha sido a vida daquelas pessoas.

Hoje tenho a desculpa de ir fotografar.

Já ouvi críticas quanto a gostar de fotografar cemitérios. Já me disseram que é desrespeitoso com os mortos. Não acho que seja, porque honestamente pra mim o que tem lá são esculturas, não consigo "sentir" que haja alguém ali se sentindo desrespeitado pela minha presença. Acho que seria desrespeitoso é com os vivos se eu saísse fotografando o povo chorando a morte de alguém querido, mas isso eu realmente não faço porque seria de um mau gosto incrível. O que me atrai mesmo são as esculturas, os túmulos. A arte convivendo com a morte e a dor. A necessidade de imortalizar alguém que acaba de morrer.

Postado por Carol - 12:52 PM

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Sexta-feira, Maio 29, 2009

Voltei da Bahia com uma estranhíssima sensação. Como se depois de dias trabalhando demais, mas um trabalho bom demais, em um lugar onde as pessoas são mais gentis (mesmo o trânsito sendo aquele inferno na terra) do que aqui, eu simplesmente não me enquadrasse mais aqui. 

Não vou me adaptar - Titãs

Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...

Postado por Carol - 9:00 AM

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(Se demorar a receber as atualizações, desculpa, às vezes tenho crise de preguiça. Mas passa. Pode brigar comigo por email.)



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Carol Linden, 31 anos
taurina, ascendente em virgem
carioca, moradora do DF
apaixonada por São Paulo, NY e Paris
tenho olhos verdes e muitas roupas
sou venenosa, mas não mordo (muito)
adoro gatos, bichos de pelúcia e pizza
meu filme é e o vento levou
dizem que eu pareço com o stitch...
... e com a sininho
curto tecnologia e gadgets...
... além de coisas da Hello Kitty
me realizo fazendo compras
quero viajar o mundo todo
tenho duas tatuagens
gosto de rosa e preto
sou eclética,
mas não aceito o ecletismo alheio

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